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Exposição Antártica em Gramado ocorre até janeiro

Cultura 1 de novembro de 2021 · por Stephany Foscarini

Estudar a Antártica, do ponto de vista de mudanças climáticas, é um dos objetivos das pesquisas atuais sobre o clima pela importância do continente no cenário mundial, e pela busca de conhecimento já que a “descoberta” da Antártica completou apenas 200 anos em 2020.

E, Gramado, através de uma iniciativa do Geo Museu em parceria com a Unisinos, entra na rota destas discussões atuais recebendo, até 30 de janeiro de 2022, a inédita exposição Da Floresta ao Deserto de Gelo – Pesquisas Geológicas na Antártica. É uma uma verdadeira “viagem ao passado”.

Desde que a estação brasileira na Antártica teve um incêndio em 2012, o Brasil conta com uma cooperação muito grande na reconstrução do local e suas pesquisas. Em janeiro de 2020, a nova Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF) foi inaugurada para substituir a antiga destruída pelo fogo.

Durante seis meses a exposição está sediada no no tradicional museu gramadense, um dos maiores do país com uma área de cerca de três mil metros quadrados e que tem exposição permanente de pedras preciosas raras.

A exposição oferece experiências reais e vivências com momentos marcantes como:

Toda a exposição é acompanhada de banners com conteúdos informativos técnico-científicos sobre a geologia geral da Antártica. Também fazem parte do cenário da exposição, vídeos com imagens captadas por drone e helicóptero. A exposição receberá ainda capacitações com alunos e professores ao longo dos seis meses.

A exposição em Gramado tem a curadoria do cientista, paleontólogo e professor da Geologia Unisinos, Rodrigo Horodyski.

“A Exposição “Da Floresta ao Deserto de Gelo: Pesquisas Geológicas na Antártica”, realizada pela Geologia da Unisinos e o Geo Museu, oportuniza aos visitantes uma viagem a um dos locais mais isolados do mundo: a Antártica, mas uma Antártica antiga, quente e cheia de florestas, bem diferente dos dias de hoje. Os visitantes conhecerão os fósseis de plantas e animais marinhos e terrestres descobertos durante 60 dias de expedição no continente gelado e o dia-a-dia desafiador dos pesquisadores que trabalharam nestas escavações”, explica o curador.

Foto: Flávio Prestes/Divulgação | Fonte: Assessoria